Agilidade: Querer ser ágil é bom?

Já faz algum tempo que vejo alguns profissionais da agilidade no Brasil reforçando a ideia de que ninguém deve querer ser ágil.

O importante é trazer melhores resultados ao negócio.

Não tenho como discordar disso, afinal sem resultados um negócio não existe.

Outra coisa que costumo ler e escutar é mais ou menos o seguinte.

Existem equipes que dizem ser ágeis, mas que na prática não estão impactando nos resultados da sua empresa. Está apenas buscando ser ágil, isso é buscar a coisa errada.

Eu respeito a opinião de todos os profissionais, o contexto de cada um é diferente do outro, mas eu tenho um ponto de vista diferente sobre essa questão, vou explicar os motivos e vamos ver se vai fazer algum sentido para você.

Buscar ser ágil é buscar continuamente uma forma melhor e mais eficaz de se trabalhar, isso não é buscar a coisa errada, muito pelo contrário.

As pessoas buscam ser ágeis para usufruir dos benefícios que a filosofia de trabalho ágil fornece.

Um ambiente sem burocracia, com mais comunicação e interação entre as pessoas, com planejamentos curtos, com resposta rápida a mudanças, com melhoria contínua de processos e claro, resultados ao negócio do cliente.

E não vamos esquecer também os benefícios que o ágil traz para a Cultura Organizacional.

Por esse motivo eu digo que querer ser ágil é sim muito bom! 

O problema não é querer ser ágil

O grande problema não é querer ser ágil, o problema é quando isso é feito da forma errada, sem entender o espírito da agilidade.

Percebi durante o tempo que trabalho com metodologias ágeis, que muitas pessoas com a vontade de obter os benefícios, acabam aplicando qualquer prática ou processo sem entender o motivo ou o que se está buscando.

Eu também fiz isso quando tinha pouca experiência no mundo da gestão ágil, se você perceber que está em uma situação assim, não precisa se envergonhar, é normal que isso aconteça no início.

O importante é aprender com os erros e sempre buscar conhecimento para melhorar.

Temos também vários problemas com relação a aplicação de práticas ágeis nas empresas, muitas alegam que são ágeis porém nem os colaboradores e muito menos os clientes estão satisfeitos.

Afinal, qual seria o problema então? Por que isso ocorre?

Aplicar uma prática não torna você ágil

Você utilizar algum tipo de prática ou método ágil como Scrum ou não usar o Guia PMBOK®, isso não torna você ágil.

Implantar o Kanban, fazer reuniões diárias, fazer retrospectivas, tudo isso com certeza pode ajudar, e as chances de melhorar o processo são grandes, porém não nos tornamos ágeis de uma hora para a outra.

Aplicar uma prática não torna você ou sua equipe ágil, empregar algumas técnicas e esperar que as coisas aconteçam não é o caminho que eu indico.

Ser ágil não é entregar rápido, ou livre de qualquer defeito, nem mesmo garante uma qualidade maior.

Se não gerenciarmos estas variáveis, nosso projeto terá os mesmos problemas que teria em qualquer outra forma de trabalho.

Diferenças entre fazer ágil e ser ágil.

Não adianta fazer as coisas por que você escuta que é bom e todos estão usando.

Como falei antes querer ser ágil é bom sim, mas infelizmente querer não é poder, é preciso entender o espírito da agilidade primeiro.

O que significa ser ágil no trabalho?

Muitas pessoas que estão tendo o primeiro contato com o mundo ágil muitas vezes se perguntam.

Afinal o que significa ser ágil no contexto do trabalho?

Para entender melhor o que é ser ágil, primeiro vamos dar uma olhada no modelo tradicional.

O modelo tradicional

Os métodos tradicionais são fortemente prescritivos, isso devido a planos detalhados definidos no início do projeto, como custo, escopo e um cronograma detalhado.

Os métodos tradicionais também são conhecidos por seu microgerenciamento, pelo poder centralizado,  por processos cada vez mais complicados e documentação abrangente e desnecessária.

Nesse tipo de modelo as mudanças são fortemente indesejadas. 

O modelo ágil

Agilidade no contexto de trabalho refere-se à capacidade de um sistema em responder rapidamente às mudanças adaptando sua configuração estável. 

Acho importante começar dizendo que ser ágil não significa necessariamente ser rápido ou veloz, isso vai acabar acontecendo indiretamente.

Ser ágil tem tudo a ver com eliminar o desperdício.

Mas já vi muitas pessoas acharem que por estarem eliminando toda a documentação de um projeto estavam sendo ágeis, mas perceba que ser ágil nada tem a ver com mais ou menos documentação, ou com alguma técnica ou prática utilizada.

Ser ágil é fazer um planejamento que nos permita corrigir ao longo do caminho o mais rápido possível, para diminuir as perdas com desperdício e retrabalho.

Ser ágil é não parar para tentar prever cada detalhe do início ao fim de um projeto, é seguir em frente enquanto se planeja, erros com certeza vão acontecer e devemos estar preparados para corrigi-los no meio do caminho.

É possível ser e também aplicar os conceitos ágeis para gerenciar custos, pessoas, riscos, cronogramas, documentações de requisitos, marketing, entre muitos outros.

Mas precisamos tomar muito cuidado quando falamos que somos ágeis.

Ser ágil é um processo evolutivo, de contínuo aprendizado.

Como saber se estou sendo ágil?

Estou sendo ágil?
Estou sendo Ágil?

As empresas e equipes que vem conseguindo sucesso com metodologias ágeis entendem que é necessário estar revendo conceitos e processos constantemente.

Esqueça um pouco as ferramentas disponíveis e pense mais naquilo que é o ponto central de ser ágil.

  • Pense em como valorizar e reter seus colaboradores.
  • Em como interagir e trocar informações criando empatia com o cliente.
  • Em como responder e se adaptar às mudanças rapidamente.
  • Em como eliminar o desperdício.

Finalizando

Espero que com todos os pontos que levantei você tenha compreendido onde quis chegar com esse texto.

Eu acho que buscar a agilidade é muito bom, significa buscar uma melhor forma para se trabalhar.

Quando alguém falar que você está buscando a coisa errada por estar tentando aplicar o ágil diga o seguinte.

Eu estou buscando a coisa certa, apenas ainda não sei como chegar lá.

Ou melhor, agora você já sabe!!

Espero que tenha gostado desse texto e não esqueça de conhecer a nossa Plataforma de Cultura, Gestão e Engajamento.

Um grande abraço e até a próxima!

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