Microgerenciamento - Capa

Microgerenciamento
O que é? Por que ele é prejudicial?

Microgerenciamento - Introdução

Microgerenciamento pode ser descrito da seguinte forma:

Quando alguém, normalmente um superior, presta atenção a pequenos detalhes na gestão, ao ponto de controlar as ações e resultados de uma pessoa ou situação.

Mas poderíamos descrever o microgerenciamento também de outra forma, talvez ainda mais adequada:

Quando alguém, normalmente um superior, presta atenção a pequenos detalhes na gestão, ao ponto de irritar, desmotivar e desengajar um profissional.

Se você em algum momento da sua carreira já sofreu com ele, vai concordar comigo. O microgerenciamento é prejudicial para a experiência de qualquer profissional no trabalho.

O sentimento que temos quando somos afetados pelo microgerenciamento é de que cada pequena decisão que tomamos está sendo fortemente observada e examinada. Sentimos que o nosso gerente, gestor ou líder, não confia no nosso trabalho e não valoriza a nossa contribuição.

Durante a minha carreira, principalmente nos últimos anos, tenho parado para refletir sobre momentos em que acabei caindo nas armadilhas do microgerenciamento, seja por ter agido dessa forma, ou por ter sofrido com ele, em muitas vezes até sem perceber.

Desde então comecei a reconhecer atitudes e comportamentos que são características de alguém que está realizando gestão através do microgerenciamento. Comecei a ver vários desses sintomas inclusive em meus pares.

Quando queremos evoluir precisamos fazer uma autocrítica do nosso próprio trabalho, dessa forma conseguimos identificar os pontos onde precisamos melhorar. Espero que você tenha ficado interessado em conhecer os sintomas do microgerenciamento e também por que ele é tão prejudicial.

Os Fantasmas de Gestões Passadas: Microgerenciamento

Microgerenciamento - Fantasmas de Gestões Passadas

Dica: Aprenda mais sobre os Fantasmas de Gestões Passadas e sobre os Sábios da Gestão Moderna

O fantasma do Microgerenciamento pode aparecer quando um de nós gerentes, líderes, gestores, entre outros:

  • Solicita sua aprovação em todas as etapas da execução de um projeto;
  • Precisa estar em todas as correntes de e-mail, grupos de chat e em todas as reuniões;
  • Quer dar sua “contribuição” em todas as atividades realizadas pela equipe;
  • Busca sempre uma forma para que as coisas saiam do seu jeito;
  • Valida tudo o que é feito pelos outros;
  • Refaz trabalhos realizados pelos outros;
  • Precisa saber o que todos estão fazendo a todo o momento;
  • Controla as horas e minutos de trabalho diário de todos da sua equipe.

Existem muitas desculpas que são dadas para tentar justificar o microgerenciamento, algumas mais comuns são:

  • Vou poupar tempo se eu mesmo fizer isso sozinho;
  • Isso é muito importante para eu deixar outra pessoa fazer;
  • Quando eu não estou envolvido nada sai certo.

Existem muitas outras, mas no fundo todas elas possuem o mesmo significado, mesmo que ele esteja implícito:

Eu não tenho confiança na minha equipe.

Por que o microgerenciamento prejudica o engajamento no trabalho

Tirinhas Amo Onde Trabalho: Sofrendo com o microgerenciamento.

O Microgerenciamento causa um impacto muito negativo na satisfação e engajamento dos profissionais. Quando um gestor tenta exercer uma quantidade excessiva de controle ou se envolve muito nos detalhes das atividades de outras pessoas, isso acaba até mesmo reduzindo o desempenho de suas equipes.

O microgerenciamento pode matar a motivação, a criatividade dos profissionais e a satisfação no trabalho, como se isso não bastasse, alguns estudos mostram que a falta de autonomia pode elevar bastante o nível de estresse no trabalho, podendo trazer efeitos negativos até mesmo para a saúde.

O microgerenciamento está fundamentalmente em desacordo com a função central de se fazer gestão. Afinal, por que liderar uma equipe se você quer fazer todo o trabalho sozinho e sempre da sua forma? Por que contratar alguém em que você não confia?

Quando nós gestores fazemos microgerenciamento estamos sufocando a inovação e a criatividade das nossas equipes e impactando negativamente no desempenho das nossas empresas. Como se isso não fosse o bastante microgerenciamento é o principal motivo de insatisfações, desentendimentos e criação de ressentimentos de profissionais com seus colegas e gestores.

A falta de confiança que o microgerenciamento deixa transparecer é um fator que pode levar um talentoso profissional a sair da empresa, ou em muitas situações, promover um ambiente de trabalho pouco funcional e bastante hostil, criando o famoso nós contra eles.

Formas severas de microgerenciamento podem eliminar completamente a confiança, sufocar as oportunidades de aprendizado e o desenvolvimento de habilidades interpessoais.

Como saber se estou fazendo Microgerenciamento?

O Microgerenciamento é realmente um fantasma, muitas vezes estamos fazendo microgerenciamento (ou sofrendo com ele) e não sabemos, ele está presente mas não conseguimos enxergar. 

Se você é um líder, gestor, gerente, entre outros, analise as situações que vou descrever abaixo e reflita sobre o seu trabalho.

Quando uso a palavra delegar, estou falando em confiar em uma pessoa para executar uma tarefa ou responsabilidade em seu nome. 

Se você está delegando trabalho para seus pares ou colaboradores e em seguida fica pedindo atualizações a cada etapa, você não está delegando, você está praticando o microgerenciamento. A delegação somente funciona quando você tem total confiança na capacidade do seu par ou colaborador de concluir a tarefa que você atribuiu a ele.

Quando você não consegue delegar corretamente, acaba se concentrando em tarefas que alguém poderia estar fazendo, desperdiçando um tempo precioso. Pense nas informações e recursos que as pessoas precisariam para realizar as tarefas delegadas por conta própria, concentre-se em obter essas informações em vez de fazer o trabalho por elas.

Se a maior parte do seu dia é gasto verificando o progresso de seus pares e colaboradores, além de desperdiçar o seu tempo, você também está desperdiçando o tempo deles.

A exigência de atualizações constantes cria um ambiente de trabalho negativo. Concentre-se mais nos resultados que você deseja ver no final de um projeto, e não no processo ou no seu passo a passo.

As pessoas cometem erros, ao criar um ambiente onde sua equipe possa cometer erros, você estará ajudando todos a crescer.

  • Você já atrasou suas próprias atividades porque seu dia inteiro foi gasto em reuniões das quais você não precisaria estar?
  • Você pede para fazer parte de todos os grupos de e-mail ou chat para ficar de olho em tudo o que está acontecendo?

Se a resposta for sim, então é hora de parar o microgerenciamento e começar a priorizar como você gasta seu tempo.

A sua equipe irá sentir que você precisa supervisionar cada movimento que eles fazem, e que você não confia nas decisões que eles tomam quando você não está por perto. Entenda em quais grupos você realmente precisa estar, quando a equipe o incluir em um grupo, dê a eles a oportunidade de dar opinião antes de você dar a sua.

Analise as reuniões em seu calendário e se pergunte: Em quais destas reuniões minha contribuição realmente é necessária para ajudar a tomar uma decisão e avançar o trabalho?

Quaisquer reuniões em que sua contribuição não seja necessária devem ser liberadas do seu calendário.

Você provavelmente já deve ter escutado um ditado que é mais o menos assim: As pessoas não se demitem de empresas, elas se demitem dos seus gerentes.

Se muitas pessoas deixaram sua equipe nos últimos anos, é provável que seu estilo de gerenciamento tenha algo a ver com isso. Altas taxas de rotatividade são caras, criam ineficiência e acabam com o moral. 

Quando um colaborador deixar sua equipe, peça feedback sobre seu desempenho. Provavelmente será tarde demais para reverter a situação, mas aproveite a oportunidade para entender como foi a experiência dele trabalhando com você. Pergunte explicitamente sobre como o seu envolvimento no projeto ajudou ou impediu o progresso. 

Uma das coisas mais difíceis que nós gestores precisamos fazer é: conseguir distinguir entre a supervisão necessária e o microgerenciamento.

Os gerentes precisam saber como a equipe está se saindo, como apoiá-los para serem mais eficazes e quando intervir para fornecer treinamento e informação. O equilíbrio é diferente para cada equipe e pode até mudar de um projeto para outro, mas ele é necessário e muito importante.

Dicas para enfraquecer o Fantasma do Microgerenciamento

Observe a sua atuação como líder e questione a si mesmo, é muito importante.

Tente avaliar os indicativos de um comportamento voltado ao microgerenciamento.

Questione-se o tempo todo: você confia na equipe? Tem cumprido com o papel estratégico ou ocupa a maior parte do tempo fazendo o trabalho dos outros?

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O gestor precisa desenvolver estratégias e dar direções para a equipe, de forma que os objetivos sejam alcançados.

Quem faz microgerenciamento tem uma necessidade muito grande de controle e, com isso, dá instruções nos mínimos detalhes, sendo que tudo tem que sair do jeito dele.

As orientações são fundamentais. Porém, é preciso dar espaço para o colaborador desenvolver o trabalho de acordo com sua competência.

Se ao final o resultado não for bom, converse com o profissional para que ele faça as devidas correções.

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Isso é importante para manter sua equipe responsável. Definir metas claras e mensuráveis.

Se as pessoas concordarem em quais são seus objetivos, isso permitirá que eles assumam essa responsabilidade desde o início.

Como líder, deixe todos confortáveis com a ideia de responsabilizar-se mutuamente.

Durante reuniões de equipe ou reuniões sobre planejamento de trabalho, sinta-se à vontade para dizer algo como “então, como vamos responsabilizar um ao outro por essa tarefa?”

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Trabalhe duro para fornecer a sua equipe acesso aos dados de que precisam para realizar o trabalho.

Usar análise de dados para ajudar a descobrir onde estão os problemas pode ajudar a tornar as pessoas mais responsáveis.

Tudo bem se as tarefas que você delegar não forem 100% perfeitas. É melhor ter a tarefa concluída e um colaborador se sentindo bem com o seu trabalho.

As pessoas crescem quando é possível cometer erros e aprender com eles.

Isso começa por contratar as pessoas certas para o trabalho, uma cultura forte sempre realiza contratações avaliando a compatibilidade dos valores do colaborador com os da própria empresa e do quanto os seus comportamentos irão ajudar a fortalecer a cultura.  

Criar e fortalecer uma cultura que esteja alinhada a estratégia e valores da empresa é fundamental.

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Finalizando

Eu tenho certeza que as chances são grandes de você ter visto algumas dessas características em um gerente ou par em algum momento da sua carreira profissional. 

Eu espero que após você ter feito a leitura desse texto eu tenha ajudado de duas formas.

Primeiro, caso você seja um líder ou gestor e tenha se identificado com algum dos itens que citei, espero que entenda que todos nós cometemos erros e precisamos aprender com eles. Errar não é o problema, mas precisamos ver que estamos errando para podermos corrigir e melhorar.

Priorize a criação de uma cultura de apoio, treinamento e crescimento, para que sua equipe se sinta engajada, capacitada e feliz para trabalhar.

A Amo Onde Trabalho pode ajudar você a mudar a forma de gestão e liberar todo o potencial da sua equipe de trabalho, criando uma cultura que ajude a engajar as pessoas não apenas durante um curto período, mas por toda a jornada.

Melhores resultados em nossos trabalhos e a sensação de felicidade e pertencimento enquanto fazemos isso. 

Esse é realmente um tesouro que vale a pena ser encontrado.

Espero que tenha gostado da leitura e ficarei muito feliz se você der o seu feedback sobre esse conteúdo.

  • Você possui alguma história sobre microgerenciamento?
  • Você já teve atitudes como as que descrevi? Como você conseguiu mudar?

Um grande abraço e até a próxima!

Contribuição de:

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